segunda-feira, 27 de abril de 2015

Metropolis (1927) - Fritz Lang




(PT)

Chegou em silêncio
sem tempo nem pressa.
A sua pele branca recordava pétalas de camélias e
o seu perfume confundia-se com amendoeiras em flor.

Encontrei-a já sem vida
Sorvi-lhe as lágrimas

Fugiu com medo de se perder
Tem vertigem

Não fujas!
Não sabes que o meu corpo se inquieta
Quando se afasta do teu?

Cavo uma cova e enterro a alma
Nem o sangue consegue escapar à ira da ausência

Caminho sozinha
num bosque sem luz
e cada vez que entro para me perder
acabo sempre encontrando
o que queria esquecer.

Voltamos a começar.
O de sempre.
Sabe-me a vinho a boca.


(ES)

Llegó en silencio
sin tiempo ni prisa.
Su piel blanca hacía recordar pétalos de camelias y
su perfume se confundía con almendros en flor.

La encontré ya sin vida.
Sorbí sus lágrimas.

Selló mis labios con un beso.

Huyó con miedo a perderse.
Tiene vértigo.

¡No huyas!
¿No sabes que mi cuerpo se inquieta
cuando se aleja del calor del tuyo?

Excavo un agujero y entierro el alma.
Ni la sangre puede escapar a la ira de la ausencia.

Camino sola.
en un bosque sin luz.
Y cada vez que entro para perderme
solo acabo encontrando
lo que he querido olvidar.

Volvemos a empezar.
Lo de siempre.

Me sabe a vino la boca.


Sem comentários:

Enviar um comentário