domingo, 19 de abril de 2015

Bill Brandt- Rainswept roofs, 1933

((PT)

Sabe-me a vinho a boca
O bulício das pernas a confundir os rios
O sangue sôfrego das esteiras


É de noite, calam-se os sopros
Finge-se a cidade um animal retirado
Caem ao longe os últimos andares
Em fragmentos


E se as mãos pudessem agarrar os sons
Roubaria um a um
Para que um a um fossem em fila dispostos
Frascos rotulados em pedestais
Aqui a seiva dos pomares
Além
A fragância dos teus olhos.

(ES)

Me sabe a vino la boca
El bullicio de las piernas para confundir los ríos
La sangre ávida de las esteras

Es de noche, se callan los soplos
Se hace pasar por la ciudad un animal retirado
Caen lejos los últimos pisos
En fragmentos

Y si las manos  pudieran agarrar los sonidos
Robaría uno
Para que de uno en uno fueron en fila dispuestos
Frascos etiquetados en pedestales
Aquí la savia de los campos de manzanos
Más allá
La fragancia de tu mirada

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